Café e Adubo

A cidadezinha escondia-se no leste de Minas Gerais, e cercava-se de grandes fazendas produtoras de café, principalmente.

Na época das chuvas, o armazém de adubos lucrava com negócios polpudos, porque os cafeicultores começavam o plantio nos vastos morros, que se embelezavam com fileiras e mais fileiras devidamente aradas, formando impressionantes desenhos geométricos na paisagem.

Em meados de maio, os morros ficavam completamente verdinhos, e começava a época da colheita. As fazendas movimentavam-se como nunca, contratando funcionários temporários. O armazém começava a ficar pequeno demais para tantas demandas. Era chegado o momento de expandir.

O pai, a mãe e os quatro filhos, então, mudaram-se para a cidade vizinha, um pouco maior e promissora, acompanhando o crescimento dos negócios com fertilizantes. De gerente de um pequeno armazém a administrador de uma pequena fábrica misturadora de adubo, ele agora podia comprar presentes "de verdade" para seus filhos no Natal e colocá-los em cima dos sapatinhos na beira da cama, brincando de Papai Noel com eles.

A maior alegria, porém, foi quando ele chegou em casa com uma "Brasília" verde abacate, e buzinava chamando todos para uma volta pela cidade. Naquele dia tomaram sorvete de massa no centro, voltaram para casa e passaram um café fresquinho para finalizar a celebração com chave de ouro!

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